23 de outubro de 2012

Sobre expectativas no amor


Já tinha pensado no tema dessa postagem a um tempo, mas acho que agora minha mente está bem sintonizada no assunto e posso discursar com um pouco mais de senso (ou não).
Primeiramente, se você é o tipo de pessoa que acredita em perfeição, em um amor idealizado ou que as coisas sempre dão certo bastando que você acredite nelas, nem continue lendo, porque não é isso que eu vou falar aqui.
Eu vou adotar uma perspectiva pessoal, já que acredito que o jeito de cada um lidar com o amor é tão próprio e único como a personalidade. Então, o que será descrito aqui é o que eu sinto (no momento) em relação a isso.
Acho que seria capaz de amar qualquer pessoa se houvesse algo nela que me agradasse. eu tenho a (terrível) mania de achar que o lado bom sempre compensa o lado ruim. As vezes é verdade, claro, porque não se pode amar de verdade alguém sem aprender a conviver com os defeitos dela. Mas eu acho que as vezes ultrapasso o limite do saudável. O amor não é cego, somos nós que fechamos os olhos para que não enxerguemos nada que possa estragá-lo.
De vez quando fechamos logo os olhos, tapamos os ouvidos e calamos a boca. E quando fazemos isso o que acontece? Acreditamos piamente que nossas expectativas vão se cumprir. Ai vem o tapa na cara que a vida nos dá, que nos pede para acordar e deixarmos de nos enganar, porque isso não é felicidade verdadeira.
Penso que cada um carrega dentro de si um vazio interior e cada um lida com o seu de uma forma. Alguns simplesmente deixam pra lá, outros acham algo que os complete e outros entopem o vazio (sem nunca acabar com ele de fato) com tudo que vêem pela frente no desespero de preenchê-lo.
Vou copiar aqui uma reflexão que fiz no meu diário e que faz muito sentido no post. "Para dar certo você precisa ser a pessoa que ocupará o lugar de todos os vícios. Se você não for o suficiente para preencher os vazios e buracos da vida do outro certamente não ficará com ele pra sempre, embora o pra sempre não exista." Se for mesmo amor, tem que ser assim.
Agora falando efetivamente de expectativas. Eu quero alguém que faça com que o resto esteja em segundo plano. Existem tipos e tipos de amor e com isso eu só quero dizer que esse amor tem que se sobrepor à coisas menos importantes sabe? Quando a gente ama, não tem como. Nós mudamos e mudamos o outro também. Faz parte não lamentar essas mudanças, faz parte apreciá-las.
Eu espero alguém que simplesmente faça parte do meu mundo, que me deixe fazer parte do dele e que construa comigo um mundo só nosso. Alguém com quem eu queira caminhar junto independente do caminho.
Quando começamos a gostar mesmo de alguém, passamos a fazer projeções e roteiros sobre como gostaríamos que as coisas fossem. É obvio que nada acontece desse jeito. Mas certos fatos gerais, tem que ser obrigatoriamente iguais aos que mentalizamos para que as coisas deem certo. Se a outra pessoa ao longo do tempo se demonstrar totalmente diferente do que você esperava, não tem como, porque a nossa realidade tem que ser pelo menos em parte a realização de nossos sonhos. Não adianta claro, sonhar com príncipes de fadas, a não ser que você atualize o seu conto.
Não vamos encontrar ninguém que seja totalmente igual idealizamos, mas precisamos encontrar alguém que de certa forma se encaixe na na 'fôrma' que criamos. Porque é isso que fará com que ela complete esse vazio que eu disse anteriormente que temos. E se ela realmente te preencher, todo o resto que você usava pra 'tampar' esse buraco não precisará mais existir na sua vida, vai torna-se dispensável. Acho que essa é a verdadeira mudança necessária para amar, largar coisas que fazia antes, porque você é verdadeiramente completo agora...
"Porque amor, ainda que tudo a minha volta esteja quebrado e destruído, meu mundo é inteiro com você. Você é minha paz quando eu estou em guerra." - Tirado do meu Diário de Namoro.
Paz... e amor! :)

20 de outubro de 2012

Sobre uma Geração perdida

" Sexo, drogas e rock and roll "
E nós que pensávamos que isso era lema de gerações passadas... Quanto engano.
Primeiramente, quero dizer que o texto se refere a dois tipos de perdições distintos. Um é sobre estar perdido na vida, confuso com os diversos caminhos que temos a seguir e outro é sobre se perder na obscuridade, na obscenidade, na promiscuidade.
E claro, o ponto de vista apresentado aqui é meramente parcial, me referindo a apenas uma porcentagem de  pessoas que eu observo a viver dessa forma.
Para me basear vou falar sobre alguns filmes que eu gosto demais. Demais mesmo, são os que me fazem refletir sempre acerca da minha concepção de mundo.
Eu, Christiane F. - 13 anos, drogada e prostituída.
Ela tinha uma vida comum, mas uma mente vazia na minha opinião. Vai com uma 'amiga' em uma boate que é a febre do momento e lá eles utilizam todo tipo de droga como se fossem balas e pirulitos. A Christiane vai na onda como se fosse algo natural. Acho que ela procura algo pra quebrar a monotonia da sua vida. A única coisa que ela se posicionava contra era a Heroína (H) e eu tenho a impressão que ela só começou a usar por causa do namorado dela, o Detlev. Porque ela tenta a impedir ele de usar na primeira vez, oferecendo qualquer droga que ele quisesse menos essa e depois que ela toma um pico ela pede a ele para os dois pararem de usar. Mas como ele não para, ela continua. E não deu outra, se tornou uma viciada e começou a se prostituir para sustentar o vício. Viu vários de seus companheiros morrerem, entrou em situações perigosas... (Não vou me estender muito ao falar dos filmes para não ficar cansativo.)
Garotas Sem Rumo
Meninas ricas que gostam de estar no meio de gangues e buscam um tipo de status social na periferia. Não medem consequências e se divertem além do limite. Elas realmente tentam vivenciar tudo como se fossem meninas de gangue, as brigas, as drogas, a hierarquia. Isso tudo porque 'odeiam' a vida de brancos ricos e mauricinhos. Elas são simplesmente idiotas em busca de uma identidade. Sufocadas numa elite tradicional, tentam buscar algo mais emocionante, uma vida menos planejada, que traga a elas surpresas a cada dia. Elas gostam da inconstância, da adrenalina sempre em alta e de viver teoricamente nas margens da sociedade. Mas isso é uma fachada, já que elas não fazem parte efetivamente desse mundo e assim que a situação sai de controle, elas correm de volta ao colo dos seus pais podres de ricos e poderosos.
Aos Treze
Uma menina inocente e aluna exemplar que se envolve com a garota mais popular do colégio e acaba inserida num mundo de drogas, sexo e muita loucura. Seduzida pela popularidade e status social, deixa de lado a escola, a família e passa a fazer muita estupidez ao lado da 'amiga'. Mesmo isso não é suficiente para ela, ela se auto mutila quando está no auge da frustração. A Tracy acaba por personificar uma 'vadia' na minha opinião, exalando futilidade e despreocupação, quando por dentro ela está ferida e quebrada. No caso dela eu penso que ela é obsessiva em demonstrar. Demonstrar que está bem, demonstrar que é popular. Tudo é questão de como ela parece para o mundo, o que mascara o que ela é por dentro. E em certo ponto da história ela implode e todas as feridas acabam se abrindo ainda mais, o que permiti a mãe dela ajudá-la.
Já assisti a cada um deles pelo menos duas vezes e a cada vez fico mais impressionada e reflexiva. Assisti novamente para ter exemplos para sustentar minha opinião nesse post e continuei a me surpreender.
Vou falar primeiramente sobre estar confuso quanto ao próximo passo. Nosso mundo cresce a cada dia mais, 'evolui' a cada dia mais e nós temos que nos virar para acompanhar o ritmo. Em cada esquina encontramos uma novidade e várias opiniões sobre elas. Crescer já é complicado simplesmente pelo fato das alterações bruscas que ocorrem com nosso corpo, imagina isso somado a uma personalidade em formação e um mundo virado do avesso. Bagunça. Não sabemos o que queremos estudar, não sabemos o que fazer do futuro, não sabemos nem sequer o que queremos do presente. Tentamos descobrir do que gostamos, o que nos faz bem e procuramos nos misturar com pessoas que pensem semelhante. Aos tropeços e quedas vamos seguindo em frente, dando tiros no escuro e tateando com cuidado até ganharmos firmezas nas pernas para nos encontrar. As vezes vemos logo a luz no fim do túnel e corremos em direção a ela e percebemos que foi tudo uma fase e olhamos para trás e dizemos com orgulho: "Eu venci.". Mas... não é assim pra todo mundo, uns enxergam uma falsa luminosidade atrativa num buraco e no meio de toda a confusão mental, pulam. Alguns conseguem escalar de volta e outros caem cada vez mais.
Antes de navegar nesse assunto, quero dizer que acredito firmemente que só depois de mortos não podemos alterar nossa história. Então, se por algum motivo você enxergar com mais clareza em que situação está no momento e achar que a coisa está feia... ainda há tempo. Há tempo de mudar, de recomeçar, de recriar, de consertar... Você pode sim mudar o seu destino. Ainda que esteja no fundo do poço, a não ser que esteja enterrado, existe um meio de sair. Agora vamos sair da poesia e vamos mergulhar em um mundo com um pouco menos de luz.
Marginalidade, inconsequência, vício. Sinônimos de destruição, seja ela parcial ou total. 'Mente vazia, oficina do diabo.' É exatamente isso. Coisas que nos diminuem como pessoa, degradam o corpo e a alma. O primeiro sinal de que você se tornou escravo disso é: "Eu posso me controlar, eu posso sair quando quiser,só estou me divertindo, essa é a ultima, vou só observar..." E todas as variantes desse tipo. Porque se qualquer coisa dessas fosse verdade, você sairia imediatamente desse mundo, quando isso se tornar verdade para você, significa que você encontrou o caminho para fora dali. E não se esqueça do que diz meu grande Renato Russo: "Mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira." Mas se se enganar te faz sentir melhor, que seja. Eu acho que nunca vou entender porque alguém usa coisas assim para se completar, porque pra mim é isso que elas tentam fazer, encobrir algum buraco, curar alguma dor, se existe algo melhor que isso. Duvido que alguma droga cause sensação tão intensa quanto um orgasmo ou que o efeito de alguma delas dure quanto uma paixão que alimenta verdadeiramente nosso coração, ou que qualquer uma delas te distraia mais de uma dor do que um colo, um ombro, um abraço... Quem se envolve em ilegalidades, drogas ou semelhantes não tem essas coisas na vida na minha opinião. Assim como as garotas dos filmes acham a vida que tem insuficiente e buscam as coisas erradas para preenchê-las. Não imaginam como pode ser um verdadeiro pesadelo para sair disso, sempre acreditam que podem voltar atrás a qualquer momento e que tudo vai ficar bem. As vezes sabem que não vai ser assim e mesmo assim se entregam. No caso delas, elas conseguiram se livrar. Tiveram o apoio de família e amigos verdadeiros e conseguiram voltar para o caminho certo. Mas nos próprios filmes percebe-se quantos não tiveram a mesma 'sorte' e encontraram seu fim definitivo nesse mundo. Deus nos colocou na Terra para que mostrássemos a ele que saberemos nos comportar no paraíso (É o que eu penso.) e se você destrói o bem mais precioso que ele te deu - a sua própria vida - isso mostra que você valorizaria muito menos as coisas alheias. Não se engane com a falsa felicidade que esse mundo oferece, é só uma farsa para te ganhar. E se você for uma pessoa curiosa, ou maria vai com as outras, se afaste de qualquer pessoa que tenho algum tipo de envolvimento com essas coisas. Porque as vezes por mais que tentemos ser fortes, a carne é fraca e esses diabos com face de anjos são ardilosos. 
Se não souber o que fazer, não faça nada. Isso ai. Feche os olhos, tape os ouvidos e trave a língua. Focalize no que você acredita e não se deixe nunca levar pela maré. Certas ondas podem te levar longe demais para que você consiga voltar pra praia. E lembre-se, enquanto você não estiver trancado numa caixa de madeira debaixo da terra, sempre há um meio de mudar.
Esse assunto sempre me emociona... Paz e bem!

19 de outubro de 2012

Sobre o amor maior do mundo



Esse post não é verdadeiramente sobre o amor maior do mundo. Porque o amor maior do mundo é o amor de uma mãe por seu filho. E aqui eu quero demonstrar do amor de um filho por sua mãe.
" Mãe, o que é que a gente faz, quando o sucesso não traz a paz que a gente procura? Gleice... Mãe, pra ti conjugo o verbo amar... Eu te amo mãe, te amo mais que qualquer pessoa que caminhe nesse mundo. Todo amor que Deus colocou no meu coração é primeiramente teu mãe. Ainda que nas minhas imperfeições eu deixe de lhe dizer isso, mesmo que as vezes na minha mágoa tento te fazer desacreditar nesse amor e mesmo que te machuque por as vezes não entender que seu amor de mãe exige fazer coisas que me contrariam e que eu não entendo... É impossível não te amar mãe, porque tudo que eu sou é amor, amor por você. "
Isso foi o que eu escrevi para minha mãe agora a pouco... E em anexo uma música muito bonita, que faz muito sentido (Mãe- Rick e Renner). O amor é o sentimento mais amplo e que traz mais emoções como consequências. As vezes por mais que você ame, ame mais que tudo mesmo, que até ache que seu coração não vai suportar tanta amor dentro dele, ainda assim isso não é suficiente para que dê tudo certo entre vocês.
A maior prova de amor para mim é a dinâmica de um coração de mãe. Jamais serei capaz de entender (a não ser que eu venha a ter filhos alguns dias) como é flexível o coração de uma mãe. Elas NUNCA, nunca mesmo deixam de amar seus filhos. Por nada nesse mundo, não importa quem, oque, onde, elas JAMAIS deixaram de nutrir um amor incondicional por suas crias.
Sinceramente... eu não consigo nem de longe imaginar como é isso. Eu amo minha mãe, amo um tanto imensurável. Mas o amor de mãe é atemporal, adimensional, incondicional é indefinível. Indefinível posto que ninguém pode conhecer os limites desse amor, porque duvido que alguém possa pensar em algo que uma mãe não faria pelo bem do filho.
Eu e minha mãe temos muitas opiniões diversas, opiniões sérias. E isso gera um conflito intenso entre nós. Eu como adolescente, vivo nos extremos, como se fosse o último dia e como se minha cabeça fosse dona da razão. Claro, a culpa sobra sempre para ela, que é quem me limita e encurta minhas rédeas quando eu vou longe demais.
Ninguém é perfeito, nem mesmo as mães que se encontram bem perto disso. Mas mesmo que ela não acerte sempre, no geral, ela sempre faz o que é melhor para minha vida. Na minha incompreensão e insatisfação na busca do meu lugar no mundo eu perco as contas das vezes eu que a magoo por não entender.
Eu digo coisas ruins que nem sempre sinto, as vezes sinto coisas ruins derivadas do impulso e as vezes a insulto por me sentir insultada. E ela sempre me perdoa, sempre me ama, me compreende... ela é simplesmente TUDO.
Desde muito antes de nos carregar efetivamente nos braços, quando ainda éramos apenas coisas moles em formação (acho fetos/embriões uma coisa muito esquisita) dentro do útero dela, esse amor inapto já existia nela. Quando ainda não nos alimentava no seu seio, mas partilhava conosco dos seus alimentos, quando nos embrulhava e nos protegia com sua própria pele, seu próprio corpo, ela já havia nos promovido à criaturas mais importantes da vida delas. E nós seríamos muito mais que meros ingratos se não retribuíssemos isso se não da mesma forma, ao menos parecida, equiparando-as ao ar que respiramos, à água que bebemos. Porque pelo menos para mim é isso. Poderia ser tirado de mim qualquer coisa no mundo, meu coração poderia ser triturado, mas ainda que houvesse minha mãe, para me dar colo e carinho, eu sei que um dia tudo ficaria bem.
É inevitável que durante todo o tempo nós alimentemos esse amor puro e perfeito. Eu aposto que como eu, você ainda vai magoar e decepcionar muito a sua mãe. No fundo não importa muito, porque o amor dela vai encobrir tudo isso e a cada dele ele só vai aumentar e todas essas mágoas serem afogadas por ele. O importante é tentar melhorar sempre e ao menos de vez em quando ter esses flashes de sanidade e lembrar-se que você nunca vai encontrar algo no mundo que te ame uma fração do que ela te ama.
Paz e bem!

13 de outubro de 2012

Ninguém pode escolher por você


Depois de um coração partido, três toalhas encharcadas de lágrimas, uma madrugada em claro e dois dias sem comer praticamente nada eu comecei a tirar conclusões das minhas reflexões.
E a que salvou o dia foi: Ninguém pode escolher por você. Se Deus, que é soberano, te deu livre arbítrio, como é que outra pessoa, simples mundano como você, poderia decidir algo na sua vida?
Claro, tudo tem seu preço. Cada um pode fazer suas próprias escolhas e vai ter de lidar com as consequências, sem culpar ninguém além de si mesmo se porventura quebrar a cara. E obviamente, aceitar de cabeça baixa os tapinhas nas costas acompanhados do dolorido 'eu te avisei'. Porque na hora que nossos planos dão errado, sempre tem um que te acompanhou o caminho todo torcendo pra você tropeçar, cair e ainda por cima não conseguir levantar.
Acho que isso de escolher o caminho do bem ou do mal é muito abstrato e subjetivo. Algumas escolhas podem sim te levar direto pro buraco, mas situações de extremidade não são aquelas em que mais se tem pessoas querendo decidir por você. Normalmente esse tipo de pessoa prefere estar bem longe nas horas de decisões críticas para se isentarem de culpa futura.
Vou basear minha linha de pensamento nos pais, que no momento foram a minha inspiração para o texto. Se alguém pode decidir por nós, são eles. Mas só até certo ponto e isso eles tem dificuldade em aceitar e entender. Eles escolhem suas roupas, penteados, cortes de cabelos, primeira escola e mais uma variedade de coisas desde que você nasce e enquanto você vai crescendo. Como não existe um manual que estabeleça um padrão de criação, cada um vai dando o melhor de si.
Mas apesar de terem nos gerado e possibilitado nosso nascimento, nossas vidas não pertencem a eles. Se tivessem que pertencer seria a Deus, que nos deu o Dom da vida. Mesmo Ele nos deu total liberdade para que fizéssemos de nós, o que achássemos melhor.
No fim, cada um vai tem que responder por seus atos e colher aquilo que plantou. Então, por mais que nossos pais possam nos ajudar a adubar a terra, a regar a semente, a plantação é de nossa responsabilidade.
No mundo de hoje, em que o mal ronda a cada esquina, sem que você nem precise procurar por ele, os pais se tornam ainda mais protetores e não percebem que as vezes nos sufocam. Principalmente, não percebem que não adianta.
Isso mesmo, não adianta. O que eles podiam fazer por nós, tinham de ter feito antes, antes que crescêssemos e passássemos a pertencer mais ao mundo do que a eles mesmos. 
Eles nos orientaram, nos explicaram as coisas, nos mostraram como era o mundo, nos disseram a sua maneira o que era bom para nós e o que era ruim. Nós falaram o que eles achavam que nós faria felizes e o que nos destruiria. Nos mimaram, cuidaram, fizeram o seu melhor. Agora é a nossa vez. Eles podem, devem e vão continuar nos amando todos os dias, independente do que acontecer. 
Mas agora eles tem que sentar a assistir, assistir seu pequeno príncipe ou princesa que outro dia mesmo cabia no seu colo e hoje mal cabe no aperto do seu abraço trilhar seu próprio caminho. Assistir o resultado de todos os anos de cuidado e atenção que você dedicou a ele ou a ela.
Vai ver ele/a assumir uma personalidade que pode não ter nada a ver com a sua e formular concepções próprias sobre o mundo, sobre o certo e o errado, sobre a vida.
E você não pode fazer mais nada. Ainda que você o veja seguindo por caminhos cheios de cobras, buracos, pedras e muitos outros perigos. Você só pode esperar que ELE venha até você pedir ajuda, pedir um ombro pra chorar, ou pedir colo. Porque não importa o quanto crescidos nos sejamos, uma hora a vida vai te bater com tanta força, que o só aquele beijo de mãe que curava ralados no joelho vai conseguir consolar seu coração.
Esse será o papel dos nossos pais, assistir. E estar ali como sempre estiveram, prontos para cuidar de todas as feridas, que serão muito mais emocionais do que físicas. E o nosso papel? Viver. Viver de acordo com a nossa cabeça, porque o que te condena é a sua consciência. 
Ninguém pode escolher por você. Para sempre você vai ter que viver com o peso disso e no meio desse turbilhão de dúvidas, encontrar a sua felicidade.
Por fim, termino com uma citação da Bíblia que de certa forma resume o que eu quis falar aqui.

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma." 
1 Coríntios 6:12



12 de outubro de 2012

Sobre uma noite solitária

Noite chuvosa e mais uma vez curtindo 'Iris' bem tranquilamente... Meu potinho de doces está lotado e isso me distrai um pouco dos problemas que me atormentam.
Resolvi vasculhar meu computador atrás das minhas produções textuais e experimentei as mais diversas sensações ao reler alguns textos. Percebi como a vida tem altos e baixos e como eu sempre vou alto, ou baixo demais de acordo com o que ela me impõe.
Eu sempre disse aqui que não tinha compromisso com a verdade ou com a realidade e vejo como isso é fato. Agora que estou simplesmente olhando as coisas de fora, sem me aprofundar no significado de tudo isso, vejo quão fantasiosa eu me torno quando algo não está certo dentro de mim. E quanto minha cabeça e minhas opiniões mudam ao longo de pouquíssimo tempo. Como minhas convenções são quebradas e revertidas. E principalmente, como a contradição continua a ser a característica que melhor me descreve.
As conclusões (que pelo visto são muito inconclusivas) que eu tiro de tudo isso é que a vida se renova a cada dia. E nós também.
A cada amanhecer, a cada anoitecer, a cada virada do tempo, as coisas mudam. Elas não são premeditadas e nem precisam seguir um padrão e por isso estão em constante transformação, a qual não se pode predeterminar ou controlar.
Acontece conosco também, pelo menos comigo. Então, eu acho que tudo bem se você mudar de opinião, mudar de rumo, talvez mudar de personalidade a medida que o tempo passe. Porque nós temos que nos adaptar para estarmos inseridos na sociedade. O importante é nunca ser radicalista, você tem que defender seus pontos de vista com convicção, mas sempre deixar uma brecha para que possa alterá-los, acrescentá-los ou diminuí-los. E também, não ser como eu, uma extremista irremediável.
Se eu tenho o coração partido, acho que nunca serei capaz de amar novamente. Se não consigo algo, acho que sou incapaz para tudo. Eu vivo a flor da pele cada emoção e cada momento e apesar de parecer bonito, não é a melhor forma de alcançar plenitude. Que é o que eu acredito ser a felicidade. Assim como o princípio do universo é a entropia. Acredito que nós, feitos da mesma matéria que ele, também vivemos de acordo com esse princípio. Uma desordem interior.
Você nunca pode fechar-se para o novo, tem de deixar que a vida surpreenda você. Nunca achar que algo está completo, mas que sempre há algo que pode ser acrescido ou mudado.
No fim, eu acho que não tem problema que minha cabeça seja uma bagunça total e que eu seja totalmente dominada pelos sentimentos que sinto no momento. Desde que as pessoas que me amam saibam compreender e respeitar, acho que está tudo bem.
Eu já fiquei tão magoada com a vida que decidi que Deus era o culpado, já disse que não estava apaixonada quando o nome dele ocupava várias páginas do meu caderno, já discordei firmemente de algo com o qual compactuava só para não concordar com alguém e já me arrependi por ter feito algo que eu queria muito fazer. O que eu quero dizer é que muitas coisas são indefinidas e se você se importa muito com o que elas significam, acaba perdendo as coisas realmente importantes. Não importa que o que eu pensava ontem está totalmente em desacordo com o que eu penso hoje ou se o que eu fazia antigamente não condiz com o que faço agora. TUDO se renova e você também. Daqui pra frente, nós temos oportunidade de sermos e fazermos o que for melhor pra nós nesse momento e não o que foi melhor pra nós em algum momento da nossa vida. Percebem? O passado não pode ser mudado, mesmo que interfira diretamente no presente. Então, o que ficou só pode ser guardado na memória enquanto o que acontece agora pode ser realmente vivenciado. 
Espero que não tenham se perdido no meio da minha confusa reflexão, mas tudo isso fez muito sentido pra mim e me libertou da tristeza de não achar quem eu era bom o suficiente, porque o que importa é quem eu sou neste exato momento.
Lembrem-se que tudo pode ser uma complexa simulação!
Paz e bem e até a próxima!

11 de outubro de 2012

Ao meu primeiro verdadeiro amor


Você fica lindo com brinco e sem brinco. Com barba e sem ela. Você é lindo de todo jeito. Principalmente quando está pertinho de mim. Você foi homem o suficiente pra me tornar uma mulher de verdade. E eu vou levar isso pra sempre comigo. 
Você me faz rir, me irrita as vezes. Me faz sentir uma saudade tremenda durante a semana. E também me faz aguentar cada aula chata acalentando minha cabeça com lembranças bonitas.
A melhor parte do meu dia era quando sua mensagem finalmente chegava, ou quando me ligava para saber como foi meu dia, falar de tudo e de nada.
E apesar de eu sempre te xingar, as vezes eu gostava de ver você cochilar, principalmente quando eu te fazia cafuné. E era impossível continuar brava quando você dizia que dormia porque estava comigo. Eu sempre entendi que não era tédio. Era paz. Acho que a mesma paz que eu encontrei em você. Uma calmaria que fazia todo o resto importar um pouco menos.
Estar juntos era suficiente né? Só ficar perto um do outro. E isso nos fazia completos. Era assim que a gente se amava e cada vez esse amor crescia.
As vezes eu achava que meu coração ia parar de tão forte que batia quando eu escutava sua voz me chamando quando você chegava aqui no final de semana. E eu pedia ao espelho para estar mais bonita do que me via ali para você.
Eu te disse tanta coisa no silêncio dos meu olhares. Na maioria das vezes eu te agradeci, agradeci por me fazer tão feliz, agradeci por me amar sinceramente, agradeci por não só apreciar o que eu tinha de bom, mas acolher com carinho até os meus defeitos. As vezes eu te pedia coisas, pedia tão alto na minha mente que jurava que você poderia escutar. Te pedia pra me abraçar forte, para me beijar. Te pedia para ficar um pouco mais ou para me levar com você.
E quando você estava triste ou sofrendo, eu nunca rezei com tanto fervor para que Deus anestesiasse sua dor ou me ajudasse a te consolar. Porque você sempre fez isso por mim, por mais bobas que fossem minhas lágrimas você nunca deixou de enxugá-las.
A primeira vez que você disse 'eu te amo'... Não tem como explicar o turbilhão de coisas que eu senti naquele momento, tantas coisas que travaram minha voz e eu não consegui pronunciar nem sequer uma palavra, embora soubesse que era recíproco. Foi um dos nossos momentos mais lindos.
Eu poderia falar e falar sem parar sobre tudo isso. Sem nunca me cansar e sem nunca faltar coisas boas para dizer. Mas de tudo, o mais importante é esse amor que você despertou em mim. Um amor que me fez ser crédula, me fez acreditar em coisas que eu achava fantasiosas. Você me fez te amar de um jeito que eu deixaria algumas das coisas que mais quero por você. Porque você é o que eu mais quero. Mesmo que o 'para sempre' seja perfeito demais para se crer, com você, eu nunca pensava no final. Eu te amava cada vez mais e queria ficar perto de você cada vez mais. Você despertou algo em mim que é muito maior que a paixão cega que nós deixa loucos uns pelos outros. Você me fez amar de verdade. Amar você e cada parte sua e querer fazer parte do seu mundo, fazer de você o meu mundo.
Veja a ironia. Eu te amo, amo de verdade, de um jeito que eu nunca amei ninguém. Apesar disso, eu te disse que não podemos mais continuar na vida um do outro. E eu ainda te peço coisas que eu sei que são impossíveis até pra mim. Te peço para ficar bem, te peço para seguir em frente e ser feliz. Te digo que Deus sabe o que é melhor para cada um de nós. Digo que você vai encontrar mais felicidade do que quando estávamos juntos.
Mas Matheus, por mais que eu queira, eu não consigo acreditar em nada disso. Enquanto houver qualquer vestígio desse amor aqui dentro, eu vou rezar para que você não encontre ninguém, digo isso sem vergonha, vou rezar para que você não consiga parar de pensar em mim. E mais que tudo, eu vou rezar para você voltar pra mim. Eu vou fazer promessas e vou pedir a Deus para ter você. Que se abram os mares, que se movimentem montanhas, mas eu vou orar pro seu caminho cruzar outra vez com o meu.
Dedicado à Matheus Emanuel. Por mais que eu tente, palavras nunca serão suficientes para te dizer o que você representa na minha vida, não há nada que eu possa lhe dizer mais verdadeiro que isso: Eu te amo.

Danielle Oliveira

Efeitos colaterais da saudade



Sinto fome, sinto frio. Não sinto vontade de comer nem de esticar minha mão até a cabeceira da cama onde deixei uma blusa de manga comprida pendurada a dias, ou horas, não tenho certeza. O tempo também não é mais o mesmo. A paisagem na janela não me causa nenhuma impressão e o chá em cima da mesa já esfriou sem que nenhum gole chegasse a minha boca.
Tenho a vaga lembrança de que a algo importante que eu deveria lembrar hoje, mas o calendário na parede,que a muito deixou de ser marcado, não me oferece pistas e minha agenda está fora do alcance do meu ânimo.
Me sinto sufocada dentro desse quarto que ainda está repleto da sua presença e não admito nem para mim mesma que não saio daqui, porque preciso me sentir perto de você. Eu não enxergo as fotos que guardei dentro daquela caixa, mas já memorizei suas feições em cada uma delas e saber que elas estão ali, tão perto, me tranquiliza. Elas elevam meu coração a um tempo bom, um tempo cheio de esperanças. Mesmo que eu não tenha deixado você usá-lo por muito tempo, eu ainda lembro do brilho daquele brinquinho de strass pendurado na sua orelha. Agora ele está opaco e inutilizado dentro da minha caixinha de jóias.
E tem aquela joia  que eu nunca guardei lá dentro, que eu nunca tirei de mim. A aliança que traz seu nome gravado na prata tão intenso e inapagável quanto parece estar no meu peito. O anel que figuradamente nos conferia um compromisso, que me fazia acreditar  que o tínhamos era algo maior. Queria acreditar que o coração é como uma aliança de prata. Eu derreto-a, apago todos os vestígios do seu nome e transformo-a em outra coisa que de forma nenhuma me fará lembrar do que havia ali antes. Até tatuagens são removíveis e meu amor por você não parece ser.
São pequenos momentos que fazem uma falta danada. Aquele dia em você dormiu no meu colo antes mesmo do filme chegar ao meio e eu mesma não vi nada porque me distrai vendo você dormir. Aquela flor que eu ainda tenho guardada que chegou as minhas mãos fresca depois se ter sido arrancada do jardim da vizinha. O dia em que você me carregou porque eu não conseguia me equilibrar nos saltos. O chocolate que você deu para mim, mas comeu inteirinho mas eu guardei de lembrança o papel. E o relógio não interrompe a sua marcha enquanto eu fico infinitamente recompondo cada instante que passei ao seu lado.
Eu não acreditava em eternidade, nem pensava num futuro muito distante. Mas achava que o que a gente tinha valia alguma coisa. Se um dia acabasse, pensei que seria porque cada um tinha que seguir o seu próprio caminho. Não que você seguiria o seu e me deixaria perdida na estrada da nossa história. Me resta acreditar firmemente que tudo que aconteceu foi tão verdadeiro para você, quanto foi a mim. E me contentar com a nostalgia até que meu coração esteja pronto para o próximo passo da vida.
Um flash de memória me recorda o que eu inconscientemente tentava esquecer, hoje é dia vinte e cinco de março... Você me prometeu que nesse dia nós... Quer saber, não importa mais. Tudo isso é passado e agora só me resta sentir os efeitos colaterais da saudade e esperar que o tempo cicatrize as feridas. Está doendo e pode ser que ainda doa muito mais, mas vai passar. Afinal o que não nos mata, nos torna mais fortes e essa dor de amor está longe de causar algum efeito letal em meu corpo.
Danielle Oliveira

2 de agosto de 2012

Um cigarro e um baseado (Parte 3)




(18/07/2012, 19h15m)
Por Olivia Linder,

Eu estive longe por um tempo grande. Não tinha mais vontade de escrever, nem de comer, nem de sair da cama. Não tinha vontade nem de abrir os olhos. Vocês devem estar se perguntando o que me trouxe de volta a essa vibe.
Primeiro eu vou te contar o que me jogou nessa escuridão não habitual. Eu já tinha começado a narrar algumas das minhas aventuras mas tive que voltar aqui. Um filho da puta. Foi quem me jogou nesse buraco.
Eu não tenho mais o costume de me interessar por muitas pessoas, elas simplesmente estão lá e eu também, então as vezes rola algo. Simples assim. Eu tenho minha gangue e tudo (não se confundam com o sentido da palavra, essa é só a denominação para o grupo de caras que andam comigo.) mas não me importava com o que rolava fora dela. Bem, eu tenho estado a margem da sobriedade a tanto tempo que quase me esqueci que existia um mundo do outro lado.
Meu lugar preferido era uma praça que chamávamos de Abismo. Porque o nome? Era impossível entrar naquele lugar sem ficar instantaneamente tomado pela neblina que o rodeava. Para quem não estava acostumado a ficar chapado era mesmo como cair de um penhasco onde não se enxerga nada além de nuvens brancas como algodão-doce. Você podia conseguir qualquer tipo de droga lá. Qualquer mesmo. Eu passei dias e noites inteiros da minha vida lá e até hoje ouso dizer que não conheço tudo que rolava por lá. E outra coisa mística (HAHAHAHA!) sobre o lugar é que os herois - policiais - nunca, mas nunca mesmo pisam por lá. É um mistério que ninguém está interessado que seja solucionado. Eu gosto de acreditar que é algum tipo de presente de um deus da terra.
Foi lá que eu o vi pela primeira vez. Ninguém chama a atenção no Abismo, porque lá tudo é aceito, tudo é normal. Cada um tem a liberdade de ser quem quiser. Mas esse cara não era assim, de certa forma ele estava simplesmente deslocado da paisagem. Estava com uma bermuda branca e boné virado para trás. Sozinho. Agora o que fez meus olhos se pregarem nele por um longo tempo: ele estava sóbrio. Totalmente. Essa é uma habilidade que qualquer Lol (é como a gente se chama porque ficamos rindo o tempo todo quando estamos altos) adquire com o tempo, perceber quem está surfando na onda, quem já se afogou nela e aqueles que estão só na praia obversando. Aquele cara estava na areia. Nem alcool, nem erva, nem farinha. A não ser por estar respirando aquele ar repleto de maconha, haxixe e todas as outras merdas que viram fumaça ele estava limpo.
Era sexta a noite, beirando a madrugada e eu já estava bem alta, como sempre. Mas eu sempre viajo com consciência. Sempre ingiro doses exatas para me deixar como eu quiser estar. As vezes semi-morta e outras só meio balançada. Naquela noite eu só tinha tomado um calmante e bebido umas doses. Estava tranquila curtindo a onda. 
" - Tá perdido? - Sentei com pernas de índio na frente do banco em que o cara estava e observei as feições dele.
- Se eu disser que sim, você ajuda a me achar? - Me deu um sorriso meio frouxo, meio sem graça. 
- Hum, não é difícil conseguir um baseado por aqui. - Apontei a praça com o queixo
- Esse não é o meu tipo de perdição.
- Então eu não posso te ajudar, é melhor ir se achar em outro lugar.
- Não é nessas coisas que eu quero me encontrar, eu quero me encontrar em você."
O que qualquer garota poderia fazer diante disso? Eu me liguei nele instantaneamente.Esse foi o primeiro de muitos encontros. Dediquei todos os meus minutos livres a partir daquele dia a ele. E o diferencial dele para os outros? Ele me manteve limpa. Por todos os segundos em que estivemos juntos, eu nunca mais toquei em nenhuma substância. Nem mesmo os comprimidos. Eu sempre soube que não era viciada e que só estava naquela vida porque gostava, mas eu nunca tive motivação ou uma vida melhor para onde ir para que eu pudesse deixar as drogas. Não senti falta de nada nem ninguém. Eu abandonei tudo de um minuto para o outro e me doei aquele amor. Foram os 79 dias mais puros da minha vida.
Vocês devem estar pensando o que deu errado nessa maravilha toda. Bem, quando você usa uma substância por muito tempo e para subitamente, seu corpo 'sente' essa substância em muitas coisas. É um tipo de alívio pra abstinência. Por isso eu demorei um tempo até associar aquele gosto na boca dele a maconha. Pois é, o meu salvador era só mais um chapado como eu. Me diga você, qual o sentido de ter me livrado de tudo aquilo para ficar com alguém que ainda estava lá? Ele era só uma ilusão, tudo que eu fiz foi em vão. Porque não valeu de nada para ele. Então nós brigamos feio, mas eu não comentei nada acerca da erva. Depois que ele se foi - pra sempre - eu rasguei a única foto nossa, tiramos em uma festa junina eu estava de maria-chiquinha e pintinhas no rosto, nosso último elo e depois disso... nada.
Não se compadeçam, foi bem mais fácil que vocês pensam sair dessa. Me entupi de comprimidos e enchi a cara até desmaiar. Não viagem comigo e pensem que foi uma tentativa de suicídio por um idiota. Todo mundo me chama de Bruxinha porque eu sempre tive o dom da mistura, o dom de fazer as poções mais loucas e nunca errar a dose. Já estava muito bem quando acordei e subi no telhado para fumar um meio baseado que achei no bolso de um jeans surrado. A vista de lá é irada. Isso me deixou bem de novo.

B.

25 de abril de 2012

Um cigarro e um baseado (Parte 2)

OBS: Essa história não faz apologia ao uso de nenhuma substância e nem a adoção de comportamentos ousados como o da personagem. Esse conto como tudo que escrevo é uma mistura entre ficção, realidade, imaginação e observação. A postagem tem fim puramente literário, então não percam seu tempo precioso julgando as intenções maliciosas que vocês julgam que eu tenho ao escrever isso.


Por Olivia Linder,

Vocês já devem ter visto como eu vivo numa viagem muito doida. Comecei minha história pelo começo do fim. O começo do fim da minha vida. Porque eu desci ao mundo dos mortos e voltei. E vou dizer o que eu era antes disso. O que eu vou me tornar depois ainda estou descobrindo.
Queria começar bonito, dizendo que essa é a história de uma menina que entrou num mundo de perdição para se encontrar e acabou se perdendo de vez. Mas eu não tenho o Dom do Poeta.
Eu sou como qualquer um. Tenho pai, mãe e tem os outros filhos deles. Até certa idade a gente empurra a vida como o mundo manda e depois resolve por qual caminho queremos seguir. Bem, desde sempre eu nunca soube o que estava fazendo ali. Experimentei muitas vibes e nunca achei a minha conexão.
Olivia Linder para a sociedade e Bruxinha para o resto, que vive alheio nas margens. Meus amigos dizem que eu venho da Lua que é por isso que eu só fico vagando aqui. O Coringa costuma dizer que eu viajo tanto pra tentar alcançar a lua e voltar pra casa.
Até os 12/13/14 anos, que foi quando o Vírus chegou na minha vida, não havia nada pra escrever, nada pra destacar. É assim com todo mundo, não tem nada pra reparar. Até que você nota a existência daquele carinha que usa óculos e dorme nas aulas quando ele entra em coma alcoolico. Ou na menina que gosta de fazer perguntas na aula de geografia, quando você descobre que aquela barriguinha saliente carrega outra vida.
É bem assim que nós vivemos. Nós e todos ao nosso redor. Nada nem ninguém importa muito, até que algo fora do seu mundo te choque.
Eu era assim. A garota que ninguém nunca reparou e que não fazia diferença. Fechada no meu círculo que não cruzava com os seus.
Sei lá se as pessoas tem medo do mundo, medo dos outros. Mas o que elas fazem é acorrentar a elas algumas pessoas e se manter o mais longe possível do resto. E quando alguém rompe essas correntes e fica a vista de todos, os olhos se arregalam.
E eles estão assim agora, arregalados olhando pra mim. Agora eu vou acender um beck. Olhos vermelhos arregalados vão dar uma colorida nesses globos brancos.

-B.

23 de abril de 2012

Sobre uma manhã nublada e muitas tristezas


Essa manhã não é a mesma do título do post. Nem me lembro mais que dia era e porque eu estava tão triste. Mas hoje, as coisas também estão ruins.
É um daqueles dias que você acorda antes do despertador e olha pra janela e vê o céu ainda escuro e um vento frio balançando suas cortinas.
Eu acordei assim hoje (23/04) e não tive ânimo nem pra chorar. Fiquei olhando pro meu teto branco e vazio planejando mentalmente as coisas que teria que fazer hoje.
É semana de provas e é incrível, mas eu estou mais ou menos em dia com as matérias, para-casa, exercícios, trabalhos e afins. Mesmo assim, eu ainda odeio ter que vir a escola.
Quando eu estou assim triste, é o lugar que eu mais odeio. Me sinto num mundo estranho.
Fecho a mente pra essas coisas 'tolas' e jogo toda a minha concentração pra me sair bem, afinal, o resto é resto né?
O importante são somente os meus resultados.
Fiz uma programação louca para o final de semana, que vem com um feriado de brinde. Me desafio a sair viva, ou pelo menos sã dele. Eu já disse da minha necessidade de sair da realidade quando estou puta da vida assim.
Eu gostaria que muitas coisas sumissem da minha vida. A construção da minha vida nesses últimos meses que trouxeram aqui, a um estágio em que eu estou estagnada e pensando: 'mas que merda?'.
To insatisfeita com a vida cara!
Como as coisas podem ir simplesmente fluindo e se encaixando se aqui dentro de mim tá uma completa confusão? As vezes me dá uma tremenda indignação que a vida siga seu curso, se sua alma não consegue acompanhar o ritmo.
Eu tenho que levantar as cinco da manhã, vir para a escola fazer uma tonelada de provas, mesmo que meu final de semana tenha sido uma droga e minha cabeça esteja vagando em outros rumos.
Tenho que estar sempre linda e sorridente para o meu namorado porque ele não tem culpa dos meus problemas. E ainda fazer as tarefas de casa porque cada um tem que fazer sua parte, mesmo que minhas pernas estejam estraçalhadas pela semana puxada.
Com o perdão da palavra, vão se fuder.
Aonde fica a busca pela felicidade? E o sentido da vida?
Não me interessa que eu esteja mandando bem na escola, que meus pais estejam satisfeitos com meu desempanho e etc. Estou cansada dessas convenções sociais.
Quero ter o direito de acordar, olhar para o céu nublado, abraçar apertado o meu travesseiro e ficar quietinha até que minha força de vontade me convença de que eu sou capaz.
Eu posso não estar num dia bom e ficar mal-humorada e não querer namorar, mesmo que seja o único dia da semana em que eu posso vê-lo.
E por mim que as larvas dominem minha casa, eu já estou totalmente dolorida de carregar dezenas de livros nas costas durante a semana e não quero acabar de destruir minha coluna esfregando o chão.
Onde é que fica a preocupação com seu bem-estar? Com sua humanindade mesmo?
Estamos tão acostumados a nos deixarmos levar pela correnteza que nem nos importamos mais com o que se passa internamente em nós.
Hoje eu estou tão mal, tão triste. E tenho que ficar aqui, com a boca bem fechada para não incomodar os outros e ainda ralhando com minha mente para que ela se esforce um pouco para eu fazer as atividades do dia.
Pelo menos uma coisa eu posso fazer, escrever o quanto eu quiser. Gostaria de não estar namorando. De ter dispensado-o depois da diversão. Deixado o amor para mais tarde. Queria desligar a parte sentimental de mim e fazer as coisas premeditadas pela sociedade. Acordar, ir a escola...
E agora eu finalizo o post, dou um tchau para a professora e sigo em frente. Só guardando dentro de mim toda essa frustação.
Boa semana! (A irnonia não é facilmente perceptível, mas ela está presente.)

17 de abril de 2012

Um cigarro e um baseado (Parte 1)


Por Olivia Linder,

Então eu vou te contar como cheguei até aqui. Não é muita novidade. Foi como qualquer drogado, uma overdose me trouxe a superfície.
Mas não foi exagero de chá. Ninguém tem overdose de maconha, a natureza tem dessas coisas legais.
Overdose de adrenalina. Isso ai, me envolvi numa treta tão grande que meu coração não aguentou. Ele já andava meio despedaçado e depois dessa pancada, ficou impossível juntar os cacos.
Vamos aos fatos. Eu demorei a lembrar dos acontecimentos sequenciais que quase me colocaram em um caixão. É unanimidade para os outros que a erva ajudou a afetar minha memória, meros leigos. Qualquer pessoa levemente observadora pode perceber que meu Q.I não tem nenhum problema.
Antes, eu só podia lembrar do escuro. Eu via, ouvia, sentia e tocava o escuro. Em todos os lados, direções e sentidos não havia nada além do escuro. E não era uma viagem, era só escuro. Até que eu senti um calor, lá dentro das sombras não tinha sensação. E eu senti aquilo se irradiar por todo meu corpo. E então eu soube que era a Princesa. Na profundidade da minha mente eu sabia e sentia que as mãos delas estavam na minha. Eu me agarrei com tudo que tinha nela.
" E as máquinas registraram uma leve alteração e todos que se encontravam no quarto se debruçaram em cima da menina pálida quando a Princesa jurou que ela apertara sua mão."
Eu sabia que a Princesa entenderia. Usei de todo meu fôlego e comecei a passar minha mensagem para ela. Cantei para ela.
" Os lábios da menina começaram a se mover levemente e todos se inclinaram para perto para poder ouvir os fracos sussurros.
- É a música. - A Princesa com os olhos marejados falou aos outros.
- Música? Como música? - O coro lhe respondeu.
- Knock, knock, knock heavens door... "
Ela começou a cantar mais alto e a me incentivar apertando minha mão. Todos cantaram e fez-se a luz. Pelas pequenas frestas das janela da alma, aos pouquinhos eu fui distinguindo tudo, principalmente aquele branco imininente que encobria todos os lados, ele não era tão poderoso como a escuridão, mas ainda assim me deixava temerosa.
A Princesa chorava e eu não queria causar mais dor a minha pequena mas, eu precisava ir. Meu tempo já estava se esgotando. E eu disse a ela, só para ela:
- Princesa, eu estou batendo na porta do céu, não se esqueça.
E o pranto dela não deixava espaço para os milhões de palavras que eu tinha certeza que ela queria me dizer.
- Eu não quero mais viver. Esse mundo não é mais meu.
As coisas foram ficando cada vez mais embaçadas quando eu disse ao escuro que estava pronta pra voltar.
" - Acalmem-se. - O Dr. Jaleco tentava em vão conter minha família alterada. E a Princesa chorava resignada perto da porta. Os sinais vitais estavam cada vez mais fracos e não havia muito o que fazer. "
Meu corpo estava rendido e nada que eles fizessem poderia convencer minha mente a viver. Ai eu ouvi, claro e nítido como um pingo d'água numa caverna vazia. Coringa. Eu gosto da paz e tranquilidade e aquilo que eu senti foi como um choque elétrico potente.
" O Dr. Jaleco aplicava voltagens cada vez mais altas procurando uma reação qualquer da paciente. "
Meu corpo todo se revirava, eu comecei a suar, meus olhos arregalados saltavam das órbitas. Eu mal conseguia ouvir meus gritos por cima das batidas do meu coração que estava desenfreado no peito.
- CORINGA! ME PERDOE! POR FAVOR ME DEIXEM VER O CORINGA! CORINGA, EU PRECISO DE VOCÊ!
Eu não consegueria resistir aquelas mãos potentes que me prendiam a cama mesmo que pudesse fazer uso de toda minha força, no meu estado isso era impensável. Eu chamei por ele enquanto pude e depois eu cai...fui caindo, caindo...
A propósito, o sol tá se pondo. Vocês deviam ver que onda é ver a fumaça subindo com o horizonte ao fundo. É bonito mesmo, faz você pensar nas coisas que valem a pena na vida. Isso não acaba por aqui e se meus dedos não se disporem a rolar pelo teclado, eu vou achar quem faça, porque essa história vocês precisam conhecer.

-B. 

28 de fevereiro de 2012

Sobre maconha e outras drogas

ATENÇÃO: Advirto que esse texto se baseia exclusivamente em meus conceitos e opiniões sobre o assunto, não é do meu intento causar nenhum tipo de polêmica ou controvérsia, então se você se dispôs a ler, não se revolte ou se ofenda de forma alguma com o conteúdo exposto aqui.

Estava agora no portão tomando um ar fresco enquanto esperava minha mãe para ir comprar um presente para o meu padrinho e me chega um garoto que mora logo ali no final da rua. Bati um papo com ele.
Minha mãe chega e fala grosso: "Vem Danielle!" E depois quando eu chego perto dela: "O que você estava fazendo com esse 'elemento'?"
Pois é. E sabem porque? Ele fuma maconha.
Ele é meu vizinho desde sempre, foi uma das minhas primeiras paixonites e já fomos bem amigos.
Eu admito que é bem menos interessante conversar com ele agora, já que ele passa a maioria do tempo 'chapado'. Mas nem por isso, menosprezo ele como pessoa e respeito as escolhas que ele tomou para a vida dele.
E isso, porque maconha , na minha opinião, só é diferente de cigarro ou álcool porque não é legalizada. Minha opinião ainda é meio dúbia em relação a legalização no Brasil, mas sou totalmente a favor da descriminalização do usuário.
Leio muito sobre o assunto e cada vez mais chego a conclusão de que a maconha só não é tão bem vista porque não tem tradição cultural/social como o cigarro ou o álcool. Vou me abster de falar aqui sobre drogas como cocaína, heroína e crack posto que minha opinião acerca das mesmas é muito radicalista.
O cigarro de tabaco não causa efeitos psicológicos no fumante mas prejudica também quem está por perto. O álcool causa efeitos psicológicos no consumidor mas não interfere em quem está ao redor. O verdadeiro mal da maconha é que ela faz os dois.
A pessoa que fuma um baseado tem profundas alterações comportamentais e mentais e para quem estiver próximo e inalar a fumaça por acidente pode entrar na onda também.
Vou fazer um comparativo entre alguns efeitos da maconha (Lembrem-se que esse texto não tem baseamento científico) e de outras drogas.
Dependência física: Fumantes de maconha regulares a longo prazo podem precisar de doses mais altas porque o cérebro adquire certa tolerância a droga, mas é facilmente revertível, necessitando apenas que o fumante descontinue o uso por um tempo. Já fumantes de tabaco ou alcoólatras  não precisam de doses maiores, mas precisam de doses continuas em que o corpo necessita da substância para 'funcionar normalmente'. Isso acontece também com alguns remédios, como os usados para tratar depressão crônica.
Dependência psicológica: É a verdadeira dependência dos viciados em maconha. Acostumados a sentir os efeitos não conseguem ficar longe da droga e as vezes, mesmo sabendo que o corpo não necessita dela, utilizam-na. Alcoólatras, fumantes e pessoas que tomam remédios controlados, não admitem ficar sem o efeito daquela droga no seu corpo e isso somado com a dependência física torna-se um vício extremamente forte.
Dano aos pulmões: A maconha causa dano devido a fumaça que é inalada em grande quantidade e retida nos pulmões por tempo prolongado. O cigarro causa câncer de pulmão, enfisema pulmonar, câncer de garganta e mais uma infinidade de doenças que comprovadamente levam a morte.
Crise de abstinência: Na maconha é relativamente leve, podendo causar sudorese. Devido a dependência física do cigarro, do álcool e de alguns medicamentos, acredito que a crise de abstinência deve ser terrível.
Efeitos psicológicos: Maconha pode causar psicose, tranquilidade, relaxamento muscular, calma, euforia. Álcool causa relaxamento muscular, dificuldade de concentração, perda de noção espacial e dificuldade de raciocínio.
Efeitos físicos: A maconha diminui capacidade motora, aumento tempo de reflexo, perda de atenção, olhos vermelhos, fome acentuada depois de fumar, boca seca. O álcool diminui a capacidade motora, dificuldade de equilibrar-se, causa ânsias de vômito se ingerido em grande quantidade, causa dor de cabeça devido a desidratação.
Comportamento violento: Apesar de poder causar surtos psicóticos, a maconha é uma droga que causa tranquilidade, lentidão e calma. Não causa comportamentos violentos ou agressivos de nenhuma natureza. O álcool comprovadamente causa comportamentos violentos, como brigas de bar e violência doméstica.
Danos a curto prazo: Maconha danifica a memória de curto prazo, causa alterações hormonais nas mulheres. Cigarro pode induzir a tosse. Álcool causa tonteira e impossibilidade de desenvolver atividades normais, como dirigir ou conversar.
Danos a longo prazo: A maconha diminui a inteligência em fumantes frequentes adolescentes, causa perda de memória, deficit de atenção e pode causar depressão ou outros problemas psicológicos. O cigarro faz um tremendo estrago nas vias respiratórias e o álcool destrói o fígado.
Uso medicinal: Maconha inibe vômito em pacientes que fazem quimioterapia, alivia dor crônica. Álcool e cigarro não tem uso medicinal. Medicamentos controlados, é muito obvio.
Sabendo de tudo isso, eu acredito piamente no livre-arbítrio e acho que se você pode escolher tomar remédios ou não, fumar tabaco ou não, ingerir álcool ou não, você também pode escolher fumar maconha ou não.
Por último, características que eu considero mais interessantes e curiosas acerca da maconha. A maioria dos efeitos causados no corpo, são revertidos com o descontínuo do uso. Então, apesar de alguns efeitos serem irreversíveis, como a diminuição de inteligência em fumantes com o cérebro em formação, para que o usuário volte a ser (quase) como era antes de fumar, basta que ele pare. O que não ocorre com o álcool  ou o tabaco. Que causam danos irreversíveis e letais. Não se pode morrer de overdose de maconha, já que o o THC que é o princípio ativo que causa a 'onda' da maconha, tem baixa toxidade. Seria necessário fumar de 30 a 100 cigarros de maconha de uma só vez para se ingerir uma dose fatal. A maconha pode auxiliar no combate à dependência de outras drogas, como o crack, já que os efeitos causada por ela são contrários aos causados pelo crack, o que de certa forma o combate. A maconha é a droga com a menor taxa de dependência e a mais fácil de ser curada, um usuário pode se livrar para sempre do vício em apenas alguns meses de tratamento que na maioria das vezes não exige internação.
Não é de meu costume fazer isso, mas eu indico como leitura complementar o estudo feito pela OMS, que teoricamente é o estudo mais completo já feito acerca das efeitos da maconha. Vocês podem encontrar um bom resumo no site da revista SuperInteressante, denominado 'Por trás da cortina de fumaça.'
Até a próxima, paz e bem!

25 de fevereiro de 2012

Sobre virgindade e outras convenções

" Ninguém é virgem hoje em dia! Só sua irmã! "
Hahahaha Não vou revelar a autorA (isso ai, quem disse que as meninas tem que ser 'recatadas' e não falarem sobre isso?) dessa frase para não gerar conflitos de interesses.
Você é virgem? Virgem de quê?
Virgem eu não sou nem no signo. Isso ai.
Eu acho que virgindade hoje tornou-se uma imensa hipocrisia. E sexo é totalmente superestimado. Sexo é só sexo. Não sei porque as pessoas fazem tanto rodeio sobre isso. Desde que você esteja seguro e esteja fazendo tudo por livre e espontânea vontade eu acho que tudo é sexualmente liberado. Sexo no primeiro encontro pode, sexo impulsivo pode, sexo sem compromisso pode, sexo com ficante pode, com namorado pode também, sexo com pessoas do mesmo sexo pode, sexo escondido pode. Não é grande coisa na minha opinião, não compreendo porque isso ainda deixa algumas pessoas de cabelo em pé. Sexo é simplesmente natural, como beber água ou dar sinal pro ônibus, simples coisa da vida.
Os contatos íntimos com outra pessoa se encaixam agora num âmbito tão extenso que a virgindade também deveria ser atualizada. Eu penso assim (Desculpem-me os termos não-técnicos, mas eu acho que dá pra compreender): só porque o Menino do cara nunca visitou profundamente a sua Menina, você pode dizer que é virgem? Você tem hímen e se considera virgem? 
E como fazem as garotas que nasceram sem esse 'selo'? Ou para aquelas que tem aquele hímen que nunca se rompe, vai e volta. Ela é virgem pra sempre?
Todo mundo tem tantos buracos a serem explorados e tantas formas de se fazer isso, que eu acho uma tremenda cara de pau dizer que é virgem só porque ninguém nunca entrou em você, ou porque você nunca entrou em alguém. Para não ficar confuso, vou tentar direcionar o pensamento separadamente para homens e mulheres.
Primeiro, vamos aos garotos. Desde o primórdio dos tempos a única importância que a virgindade representa para vocês é a perda dela. Já que vocês adoram contar vantagem sobre suas conquistas, me digam ai, porque esperar até o ato propriamente 'consumado' para fazer isso? Fala sério, depois daquela tremenda troca de bactérias no beijo, quando você finalmente convence a garota a cair de boca no dito cujo, você ainda vai dizer que é virgem? Sendo que a língua da sua garota explorou ele muito mais a fundo do que a vagina dela poderá fazer? (Não literalmente claro, mas é que eu acho que sexo oral está num nível bem mais íntimo do que o vaginal). O que eu estou querendo dizer é que, não importa se foi com os dedos, a língua ou a Menina propriamente dita. Mas se seu pau/pinto/pênis já foi desvendado, vai dizer que é virgem porque?
E meninas, nós que sempre somos martirizadas prontamente por toda a sociedade em muitos assuntos, não poderia se excluir esse. Então, sobre os garotos eu falei bem geralmente. Porque isso de virgindade é muito mais insignificante para eles do que para nós. Não se finjam de tontas, eu e vocês sabemos exatamente onde todos os garotos esperam chegar. É obvio que se você tiver suas (e que sejam boas) razões para recusar e fazê-los esperar, eu baixo a guarda. Agora se você simplesmente se nega por concepções sociais, leve um pouco do meu desprezo de lembrança. Se você aprendeu desde cedo que virgindade é para ser guardada, que nela consiste sua honra e sua pureza e etc: desencana. Isso ai, um pedacinho de pele grudada no seu corpo não determina quem você é. Se você se guarda totalmente, eu ainda relevo sua atitude, porque eu sei bem como é um fardo carregar na cabeça tudo que a sociedade(representada no caso por nossos pais) nos dizem sobre certo e errado. Mas se você é daquelas que já fez/recebeu um bom boquete, daquelas que os dedos do cara já fizeram um tour super completo no seu interior, ou até mesmo que já teve intimidade com outra menina (porque ai você não poderia perder a 'virgindade' já que ela não tem o instrumento apropriado), ou outras coisas desse tipo, deixe de ser hipócrita!
Sua virgindade já foi pro espaço a muito tempo. Eu acho que no momento que você se dispõe a se abrir para novas experiências nesse âmbito, já era esse conceito de ser virgem. Isso pra mim significa ignorância, desconhecimento sobre algo. E quando você começa a aprender e praticar coisas, você não pode mais se dizer virgem.
É por isso que eu me declaro uma não-virgem convicta, porque eu me rotulo de acordo com os meus conceitos e não os que a sociedade me dita (que fique bem claro que essas declarações são reclusas à meus diários, meus melhores amigos e eventualmente textos como esse, no mais eu aceito o que as pessoas dizem para não aborrecê-las.). Eu não vou dizer aqui fatos que podem eventualmente me queimar (hahaha), mas minha mente já está tão aprofundada no assunto que vocês se assustariam se soubessem. E que meus queridos leitores não se ofendam, mas se eu quisesse só beijinhos, ia pedir pra minha mãe!
Por isso tudo e muito mais que eu assino embaixo: Ninguém é virgem hoje em dia! 
Então é isso ai galera, relaxa e goza que a vida é rosa! E não deixem de se cuidar é claro. Não se esqueça que tudo aqui é apenas uma opinião pessoal e respeitos os conceitos e princípios de cada um e vocês não são obrigados a concordar com nada. E claro, muito obrigada por acompanhar o post.
Ah, só um bônus para acompanhar o post. O primeiro link é de um site excelente (destinado à maiores de 18 anos) que tem artigos educativos, informativos e viciantes. O segundo é um teste que era moda antigamente que calcula seu nível de pureza.
* http://casalsemvergonha.com.br
* http://purescore.com
Até a próxima!

23 de fevereiro de 2012

Sobre válvulas de escape

Me lembrei de uma frase que minha tia me disse esses dias mesmo, quando conversávamos sobre álcool e outros vícios:
" Eu já estava no fundo do poço, para que eu ia continuar cavando? "
Fez muito sentido para mim e eu espero que vocês compreendam o porquê ao longo do post.
Não me lembro direito de detalhes, mas toda vez que ouço a expressão 'válvula de escape' me remete à algum momento na 6° série onde a Cida, minha professora de geografia falou algo assim relacionado ao Gabriel, o Pensador. 
Todo mundo precisa de uma válvula de escape na vida, um lugar seguro onde se esconder dos terrores do mundo. A minha é ler e escrever principalmente. Viver no mundo da fantasia é o que me relaxa das angústias da realidade.
Isso é saudável e necessário para preservar a humanidade de cada um. 
Mas já dizia o ditado(?) tudo em excesso faz mal. E pra mim é ai que se encaixam os vícios.
As vezes a necessidade de se soltar do mundo é grande demais e mergulhamos de cabeça em coisas que nos fazem ficar a parte. Como bebidas, cigarros, entre outras drogas e coisas prejudiciais.
Eu digo por experiência própria. Toda vez que me sinto quebrada por dentro (como agora) eu tenho a necessidade de fazer coisas - as quais se eu estivesse pensando racionalmente perceberia que são estúpidas - que de alguma forma selem essa rachadura.
E toda vez que faço isso me lembro de outra frase:
" Queria sentir no corpo toda a dor que estou sentindo no coração. "
Quem disse foi um cara que furou a mão com uma faca depois de ser traído pela mulher que amava. Isso se encaixou perfeitamente pra mim, porque é exatamente essa sensação que eu busco quando me afogo em perdição.
Depois de momentos maravilhosos durante o dia, eu tinha insônia durante a noite, pesadelos que me faziam suar a me revirar na cama. Eu totalmente incompreendia o que está acontecendo.
Até o dia em que eu realmente acordei, eu saí da minha realidade subjetiva e pensei mesmo no que eu estava fazendo. Me enganando. O tempo todo.
Eu fui reprovada na escola esse ano. Tive dezoito matérias no ano letivo passado, fui aprovada em dezessete e reprovada em uma. Mas isso não importa de nada se você quer saber, porque no fim, eu vou mesmo ter que repetir tudo.
Eu me sentia tão forte, tão motivada no começo. A ignorar a derrota e continuar seguindo em frente. Eu respirei fundo e tracei minhas estratégias para esse ano, pensei em tudo que faria de melhor.
E sabe o que aconteceu? Eu implodi.
Não percebi que estava tão determinada a fazer as coisas darem certo que não me permiti vivenciar minha dor. Eu disse para mim mesma que ia ficar tudo bem e anestesiei a ferida que se abria cada vez mais dentro de mim. Até que meu corpo não suportou mais.
E colocou tudo pra fora. Ainda assim eu continuei ignorando, recitando para mim a ladainha de que tudo ia ficar bem e de que eu ia conseguir.
É como uma gripe, que pode começar mansa e se não tratada, termina em pneumonia.
Eu me injetei tanto ânimo e coragem que não percebi a superficialidade de tudo que estava vivendo.
E quanto pior as coisas ficavam, mais eu procurava coisas que me sedassem a dor.
Eu passei a ajudar em casa, aprendi a cozinhar algumas coisas, passei a ir mais frequentemente à casa das minhas amigas, fiz visitas longas à minha família, resolvi fazer uma festa caseira para comemorar meus dezoito anos, comecei a ler diariamente a bíblia e a orar com fervor e comecei a namorar.
Não importa por quanto tempo dura o efeito de uma droga, uma hora ela acaba. E vejam agora vocês como a frase lá do início se encaixa e mim e em que monstro se transformou minha válvula de escape.
Eu deixei de acreditar em Deus, meus colegas de sala comentam entre si como eu tenho um jeito antipático e eu não me importo em dizer aos quatro ventos como odeio todos eles, penso e leio sobre coisas obscuras e estou me entregando à alguém contrariando todos meus princípios sobre relações.
Na tentativa de continuar bem, sem me abalar, eu consumi tudo que havia de bom em mim e arrastei pessoas com as quais eu me importo.
Agora eu caminho obscuramente numa linha tênue entre dois lados, como o Lobo Bom e o Lobo Mau que vivem dentro de você lutando continuamente. O que vence é o que você se alimentar.
E como alimento eu oferecerei a mim mesma. Eu quero sentir no corpo tanta dor quanto sinto no coração ou devo parar de cavar já que atingi o fundo do poço?
Até mesmo o post perdeu o sentido devido à profundidade da reflexão.
A única coisa que eu consigo parcialmente concluir com racionalidade é que minha válvula de escape tornou-se a doentia rotina de sugar tudo que está a volta para tentar suprir o que me falta aqui dentro.
É mais ou menos isso.
" A escuridão inveja a luz justamente por não poder possuí-la. "
Minha mente oscila perigosamente entre uma coisa e outra.
Estou no segundo ano do ensino médio, vou fazer dezoito anos daqui à treze dias, tenho um namorado que gosta de mim, uma família que apesar de tudo é unida e amigos que me amam.
Isso é o que se vê por fora. Mas por dentro, eu simplesmente perdi o amor.
Amor pela vida, pelas pessoas e pelas coisas que eu gostava.
Minha válvula de escape passou a ser muito mais que uma atividade saudável para balancear a vida.
Ela passou a ser tudo que me prende ao lado sensato da minha mente.
Me dói ver que se eu tivesse opção simplesmente deitaria e fecharia os olhos para o mundo, para viver na escuridão mesmo. Não importa o que tem depois. Se é tudo ou nada, eu só queria mesmo esquecer.
E isso tudo porque eu realmente tentei ser uma fortaleza e ficar bem. 
Agora tem tanta coisa envolvida, que não resta escolha. Se o lado esquerdo da face já está machucado, ofereça o lado direito para a vida te esbofetear.
Eu tentei esconder que doía uma vez e isso me devorou vorazmente apesar de todos os meus esforços para reprimir, vou verbalizar um pouco do que está se passando nos meus pensamentos.
* Eu acredito em Deus, mas optei por não segui-lo mais. Eu preciso botar a culpa em alguém e Ele é quem eu mais amava no mundo todo. Portanto, eu O escolho.
* Não faço ideia de porque estou namorando. Talvez porque eu ache graça em alterar o relacionamento no facebook. Não sou a favor de relações convencionais e nem estou apaixonada. Não acredito no nosso futuro, dou no máximo um mês para que eu me canse e termine com ele.
* Acho que minha prima está fazendo uma burrada sem tamanho se casando esse ano.
* Estou morrendo de ódio do Junko por ele não ter me contado que perdeu a virgindade e mais ainda por não ter me contado que fez sexo sem camisinha numa praça pública e que a menina suspeitava de estar grávida.
* Agora que parei de chorar, estou horrorizada com o que estou escrevendo.
* Nunca usei drogas e nem acho graça nelas, mas se alguém chegasse aqui agora eu teria coragem de experimentar todas só para mostrar minha revolta interior.
* Eu adoro dançar e gosto de festas, mas odeio multidões. Por isso não vou frequentemente a boates ou eventos superlotados.
* Minha melhor amiga de verdade é só a Ellie. O resto é resto.
* Eu nunca gostei de verdade de ninguém. Por isso é que nunca fico sério, só me divirto até ficar enjoada.
* As vezes eu acho a Tete uma criança mimada e chata.
* Eu fantasio vários métodos de tortura para usar na minha irmã caçula.
* Também sempre fantasio que levo uma boa surra, sentindo no corpo a dor do coração e blablabla
* Acabei de recuperar o juízo e vou parar de falar besteiras!
Como fechamento, só gostaria de dizer que vocês são livres para expressar opiniões, mas todos os post aqui, são minhas visões pessoais sobre coisas da vida e não tolero julgamentos de quem quer que for. Se você leu até o final, aposto uma moeda que está com o rosto contorcido de indignação. Mesmo assim, obrigada e até a próxima!
(Acabei de ler na minha lista de post a serem escritos que tem um que é sobre pensamentos obscuros, então é provável que eu retorne a falar desses assuntos, vamos torcer que com mais sanidade!)

2 de fevereiro de 2012

Sobre pessoas lerdas

Hãããããã? O que? Ah é ? Ops... Esqueci. Onde tá 'tal' coisa mesmo? Era pra eu ter feito isso? O que você disse mesmo?
Essas são só algumas das frases que me deixam extremamente irritada com minha irmã caçula e algumas pessoas. Eu não suporto pessoas lerdas!
Isso mesmo, sem mais nem menos.
As vezes solicitamos coisas simples e as pessoas se perdem, se demoram, não fazem nada direito. Isso me dá uma raiva. E ainda tem aquela cara de sonsa, de perdida. 
Fazem tudo com uma preguiça, sem prestar atenção em nada.
Só de chegar perto de gente assim você já se sente desligado. Parece que eles tem preguiça de viver, de se ligar nas coisas e se dedicar 100%. Já estão pensando na hora em que vão deitar ou ir para o sofá assistir televisão. 
Eu tenho uma vontade de socar a cabeça de gente assim na parede pra ver se fica esperta! As vezes torço simplesmente pra lerdeza delas fazer com que elas se percam e não encontrem o caminho de casa nunca mais.
Radical né? Mas é exatamente isso que eu penso. Não gosto de gente mansa, preguiçosa. Tipo, tem gente que tem o jeito meio largado mesmo, faz as coisas mais lentamente. Só que outras pessoas literalmente se arrastam e parece que vão morrer por coisas simples. Isso é que me tira do sério. 
Se é pra fazer direito, faz com boa vontade, com dedicação e atenção. Deixa de lado essa mansidão exagerada de deixar as coisas meia-boca e toma uma injeção de ânimo.
Um dia eu ainda dou um tapa na cara quando ouvir alguém pronunciar alguma das frases do começo do post. Não suporto mesmo pessoas lerdas.
Não tem nada pior do que você está até com dor de cabeça de tanta concentração pra fazer algo e o outro estar procurando formatos nas nuvens ou acompanhando o voo de um mosquito. Se liga pessoal!
Tem hora pra dormir, pra descansar, pra moscar, pra ficar atoa, pra ficar desligado, pra cochilar... Mas por favor, se vocês estiver falando com alguém, realizando alguma tarefa ou coisa do tipo. Se esforce de verdade. É muito desagradável quando o empenho da outra pessoa é visivelmente inferior ao seu.
Queridos, a vida é tão bela, não perca seu tempo perdendo todos os detalhes que ela te oferece. Ser meio distraído, tudo bem, mas se você viaja o tempo todo a vida real acaba passando bem diante dos seus olhos.
Fiquem espertos!

Sobre amizade entre sexos opostos

Amizade entre homem e mulher? Conversa fiada.
Quer dizer, mais ou menos. Mas é algo assim.

"Um garoto e uma garota podem ser amigos, 

mas quando chegar a um ponto, eles vão se 

apaixonar. Talvez temporariamente, talvez por 

muito tempo, talvez tarde demais, ou talvez 

para sempre."

Eu acredito que há grande verdade nessa frase. Alguns dos meus melhores amigos são homens convém dizer. E eu já beijei quase todos eles provavelmente. E já devo ter tido pensamentos com segundas intenções com os outros.
Cada caso é um caso e existem exceções é obvio. Mas eu acho que a regra geral é que em algum ponto do relacionamento amistoso de vocês um dos dois ou os dois, vão ''trair'' essa amizade nem que seja em pensamento e imaginar como seria algo mais.
Pensar em como seria se fosse você no lugar de todos/todas garotas/garotos que estiveram com ele/ela. Como com você seria diferente já que você sabe exatamente onde todos eles erraram e conhece-a/o tão bem ou melhor que ele/ela mesmo.
Tirando o fato de que em minha opinião, algum dia essa amizade vai ganhar outras conotações, ter um amigo do sexo oposto tem suas enormes vantagens.
Sobre meninos que tem uma amiga: Pode ser que você não tenha companhia para assistir aquele jogão de futebol ou que tenha que aguenta-la te agarrando o tempo todo naquele excelente filme de terror que vocês foram assistir no cinema. Mas a emoção de deixá-la ganhar naquele jogo de videogame que você já zerou um milhão de vezes ou a sua alegria secreta de receber aquelas demonstrações de amor frescas que só meninas sabem fazer compensa tudo.
Com meninas você pode ser você mesmo o tempo todo, pode tirar essa armadura de macho e relaxar. Elas nunca vão te julgar por isso. Você pode chorar se quiser ou admitir que gosta de ver a novela das nove. Mulheres sempre se doam à pessoas que amam, então você vai ter uma pessoa que realmente se importa com você ao seu lado. E admita você ou não, é agradável ter sempre ao alcance dos braços alguém que vai lhe dar um abraço apertado sem olhar torto ou alguém que vai dar risadinhas quando você fechar a cara e pegar na mão dela quando algum marmanjo espichar o olho na rua.
É simplesmente bom ter alguém por perto que te ama por você ser quem é, que não se importa se você manda mal no futebol e claro, alguém que vai sentir ciúmes de toda garota de que você se aproximar e vai dar um jeito de abrir seus olhos para todos os defeitos da dita cuja! Haha Mulheres são o que são... Não dá pra evitar. É por isso e muito mais que os homens nos amam.
Sobre meninas que tem um amigo: Ele não vai ficar muito feliz quando você propor super empolgada uma tarde de compras no shopping, mas eu aposto que mesmo com bico, ele vai fazer questão de carregar todas aquelas sacolas cheia de coisas inúteis na opinião dele. E ele vai ser cavalheiro o suficiente para não te mandar calar a boca quando você começar a falar interminavelmente sobre questões com as quais ele não se importa, mesmo que ele não esteja prestando verdadeiramente atenção. E ele sempre vai se inflamar de raiva e querer socar aquele babaca que te magoou. Vai trocar o filme de ação cinco estrelas que acabou de estrear para assistir um romance água-com-açúcar com você e ainda suportar suas lágrimas no final. Mesmo que ele não entenda a dor de uma cólica, não vai se estressar quando você xingá-lo sem motivo e mandá-lo ir pastar, vai suportar tudo isso e quem sabe, até te comprar um chocolate. Ele não se importa se você está saindo pelada, mesmo assim ele vai opinar sobre qual vestido te deixa mais magra. Por você, seu melhor amigo vai ser muito mais calmo e compreensivo e pode até deixar algumas atitudes que todo 'macho' deve ter só para ser mais gentil com você. Ainda que no fundo garotos sejam apenas garotos, eles podem muito bem se adaptar ao seu jeitinho de ser e serem encantadores!
Concluindo... Não tem problema se um dia você se pegar imaginando se o beijo dela/dele é bom, eu aposto que isso vai acontecer um dia. O que importa na verdade é que você ame a pessoa, independente do sexo. Você deve amá-la por quem ela é e pelo o que ela representa na sua vida. Cada um tem seu dom e não importa se amigo ou amiga eu sei que ele toca seu coração de forma que nenhum outro faz. Então, vamos curtir o momento e aproveitar enquanto tudo está azul!
E claro, não ia esquecer de falar isso. Melhores amigos podem ser ótimos namorados, se rolar uma química entre os dois, não tem porque exitar. Acho papo furado isso de estragar a amizade e tudo mais. É emocionante beijar alguém que já sabe exatamente do que você gosta, porque é seu melhor amigo e você já deu todos os detalhes! Haha
Até a próxima.