Boa noite pessoas!
Muito tempo sem aparecer por aqui... Muitos títulos, temas e posts inacabados, mas não estava com a mínima vontade de escrever, não mesmo. Estava numa tristeza tão profunda esses dias, que coloquei uma toalha como fronha no meu travesseiro. Bem, ainda não estou totalmente curada, mas descobri que manter minha mente ocupada ajuda bastante, então, depois que me cansei das atividades físicas, comecei a refletir. E hoje quero falar especificamente para minha mãe. Uma ou outra pessoa pode até se identificar, mas hoje, a mensagem é específica. Só porque eu estou com vontade de falar e acho que tenho mais tato em textos construídos do que quando vou falando o que vem a mente, costumo machucar muitas pessoas que amo fazendo isso e desconfio que o 'me desculpe' não adianta muito depois.
Eu não sei se já falei aqui, que se pudesse me definir em uma palavra a escolhida seria 'contradição'. E hoje, talvez só hoje, acho que isso foi herdado. Da minha mãe (Vou admitir que pensei em muitas outras palavras para ela, mas essa foi a mais branda). Se eu pudesse chacoalhar a mente dela, só pra ver se acerto as ideias...
Só justificando a negatividade e agressividade que eventualmente podem ser percebidas no post, há muitos motivos para que eu falasse sobre isso, mas a faísca foi: Eu estava, alguns minutos mais cedo, reorganizando algumas coisas no meu quarto (me entedio facilmente com minha decoração). Estava com algumas fotos do Matt (meu namorado), que antigamente ficavam na minha agenda 2012, jogadas por aqui e resolvi decorar minha cabeceira com elas e com um coração de papel que ele fez para mim. Minha mãe quando viu isso, não falou nada, mas eu senti, senti pra valer, a ofensa impregnar o ar sabe? Como se o que eu estava fazendo fosse ultrajante. Isso me deixou levemente indignada e irritadiça.
Uma filosofia que não tem validade para mim é 'faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço'. E essa é simplesmente o que ela vive. Não sei se conscientemente ou não, mas é o que eu enxergo.
Em defesa dela, eu acredito que tudo que os pais querem é ver os seus filhotes felizes, mas, acho que as vezes eles não percebem que a concepção de felicidade deles é diferente da nossa. Uma coisa é impedir que seu filho vá por caminhos que comprovadamente o levarão a ruína e outra totalmente diferente e inconfundível é querer escolher por ele entre caminhos incertos que podem dar certo ou não. Essa é a hora que ele volta pra vida, que ele recebe um 'passe' para as próprias escolhas e decisões. A partir dai, cabe a ele decidir o que o fará feliz.
Depois disso tudo, eu quero 'gritar'(Caps Lock On): MÃE, VOCÊ TÁ FAZENDO (QUASE) TUDO ERRADO! VOCÊ NÃO ESTÁ ENTENDENDO NADA DA FELICIDADE QUE DEUS PREPAROU PRA MIM! ELE JÁ ME DEU UM PROPÓSITO E VOCÊ TÁ DIFICULTANDO O CUMPRIMENTO DELE!
Eu compreendo que a cada dia, você dá o melhor de si por mim e Deus, somente ele, tendo em vista como eu sou ingrata com você, sabe como eu agradeço a cada dia por isso. Mas também, somente Ele, sabe como você tem me imposto um ciclo de felicidade e sofrimento. Como às vezes eu acredito realmente que algo é certo, mas começo a duvidar porque você pensa diferente. Acho que às vezes você não tem noção do seu impacto e influência sobre mim e não sabe como cada palavra que você diz, fica marcada como uma tatuagem na minha mente, ainda que eu não a siga.
Obrigada por me incentivar a continuar no CSA e no CEFET. Eu sei que isso vai ser muito importante para mim no futuro, ainda que hoje seja motivo de repulsa para mim.
Eu odeio o modo como você expõe sua opinião acerca da minha graduação, você é realmente invasiva. Eu não vou fazer engenharia e eu não vou continuar na área da computação. O Dom de Deus para minha vida é ajudar pessoas que se encontram em estado fragilizado e não ficar pra sempre entre máquinas.
Eu odeio quando você coloca mil dificuldades quando eu falo sobre sair de casa. Eu não estou pensando que vai ser fácil, eu estou dizendo que vou tentar. Esse é meu sonho e eu vou atrás dele o mais rápido que conseguir.
Eu odeio como você tem amigos demais e adora contar para todos eles os seus problemas e de carona, os meus. Odeio vê-los se compadecerem da sua dor e pedir que 'Deus abençoe a minha cabeça'. Tenho vontade de mandá-los pra lugares que nem o cão deve frequentar... Não ligo se eles são SEUS amigos, não dei liberdade a nenhum deles para opinar sobre a minha vida. Meu carinho por eles é estritamente limitado.
E o que, hoje, eu mais odeio: Sua atitude diante do meu namoro. Eu compreendi tudo o que você e meu pai fizeram, de verdade. E, veja só, fui adulta o suficiente para fazer uma escolha e assumir as consequências. Retiramos do nosso relacionamento todas as coisas que vocês consideravam potencialmente perigosas para minha vida. E, adivinha só, vocês não mudaram de atitude. Aceitaram ele na casa de vocês, convivemos em harmonia por meses abençoados. Depois ouve isso tudo, ficou tudo em suspenso. E agora, vocês continuam na mesma. Deus sabe como sinto falta daqueles meses, de ficar deitada olhando pro teto e conversando bobagens, de levar ele às festas comigo e de apresentar ele às pessoas, 'esse é o Matt, meu namorado' e de passar dias e dias na casa da minha tia, que é o único lugar que parece um lar além daqui em casa. Eu posso aguentar não ter ele aqui nos domingos, não poder ir sempre a igreja com ele, não poder ir a todas as festas juntos, não podermos frequentar a casa um do outro, ficar dias sem poder vê-lo, ter que ficar pegando ônibus e poder ficar juntos poucas horas. Isso dá pra levar numa boa, apesar de ser um saco. Não tornou as coisas piores nem nada. Mas agora, essa falsa alienação de vocês, que (fingem) ignorar mas querem deixar claro que 'não aceitam'. Na boa, odeio isso. Dizer que eu continuo encontrando com o infeliz, que você ora pra eu abrir os olhos, que você e meu pai deixam claro que não concordam... Aff, você não tá cansada não? Vou dizer mais, enquanto for assim, eu sempre vou preferir ficar com ele. Afinal, a rejeição parte de vocês. E se eu não posso ter vocês e ele ao mesmo tempo, sempre vou optar por ele. E quanto mais eu aproximar do lado de lá, mais longe do lado de cá eu fico, obvio. Então mãe, enquanto você não me der um motivo plausível além da sua objeção, vou simplesmente taxar a sua atitude e a dos seus infelizes amigos como ridícula, para não ser muito ofensiva. Só para constar, ele me faz feliz.
Eu poderia falar(escrever) por horas sem nenhuma dificuldade... mas se você não está cansada ao chegar até aqui, eu suponho que no mínimo esteja sentindo coisas não tão boas e como eu, precisa de um tempo para refletir. Sendo malvada, eu diria que você vai chorar e se lamentar com alguém, mas, eu estou num momento de raiva e não quero fazer nenhum tipo de julgamento ou dizer algo exagerado só para extravasar.
E mãe, eu só estou falando tudo isso porque sei que independente da dor que eu possa lhe causar, você vai sempre me amar. Sempre vai me amar mais que qualquer coisa no mundo...
Para terminar... Mãe, o empréstimo acabou, a vida tá me pedindo de volta. Você plantou, tá no hora de ver se teve bons frutos. Apenas observe.
Paz e bem!!
PS: Parar de falar comigo por causa desse post seria muito infantilidade.
PPS: Movida por esse post, escreverei em breve sobre o que me faz feliz.
PPPS: Tudo isso pode ser uma simulação! Sentimentos mudam antes que você possa piscar os olhos, assim como meus pensamentos e opiniões, validade apenas momentânea.
PPPPS: Mãe, se você está lendo esse post, me responda, o que você espera de mim?