Essa manhã não é a mesma do título do post. Nem me lembro mais que dia era e porque eu estava tão triste. Mas hoje, as coisas também estão ruins.
É um daqueles dias que você acorda antes do despertador e olha pra janela e vê o céu ainda escuro e um vento frio balançando suas cortinas.
Eu acordei assim hoje (23/04) e não tive ânimo nem pra chorar. Fiquei olhando pro meu teto branco e vazio planejando mentalmente as coisas que teria que fazer hoje.
É semana de provas e é incrível, mas eu estou mais ou menos em dia com as matérias, para-casa, exercícios, trabalhos e afins. Mesmo assim, eu ainda odeio ter que vir a escola.
Quando eu estou assim triste, é o lugar que eu mais odeio. Me sinto num mundo estranho.
Fecho a mente pra essas coisas 'tolas' e jogo toda a minha concentração pra me sair bem, afinal, o resto é resto né?
O importante são somente os meus resultados.
Fiz uma programação louca para o final de semana, que vem com um feriado de brinde. Me desafio a sair viva, ou pelo menos sã dele. Eu já disse da minha necessidade de sair da realidade quando estou puta da vida assim.
Eu gostaria que muitas coisas sumissem da minha vida. A construção da minha vida nesses últimos meses que trouxeram aqui, a um estágio em que eu estou estagnada e pensando: 'mas que merda?'.
To insatisfeita com a vida cara!
Como as coisas podem ir simplesmente fluindo e se encaixando se aqui dentro de mim tá uma completa confusão? As vezes me dá uma tremenda indignação que a vida siga seu curso, se sua alma não consegue acompanhar o ritmo.
Eu tenho que levantar as cinco da manhã, vir para a escola fazer uma tonelada de provas, mesmo que meu final de semana tenha sido uma droga e minha cabeça esteja vagando em outros rumos.
Tenho que estar sempre linda e sorridente para o meu namorado porque ele não tem culpa dos meus problemas. E ainda fazer as tarefas de casa porque cada um tem que fazer sua parte, mesmo que minhas pernas estejam estraçalhadas pela semana puxada.
Com o perdão da palavra, vão se fuder.
Aonde fica a busca pela felicidade? E o sentido da vida?
Não me interessa que eu esteja mandando bem na escola, que meus pais estejam satisfeitos com meu desempanho e etc. Estou cansada dessas convenções sociais.
Quero ter o direito de acordar, olhar para o céu nublado, abraçar apertado o meu travesseiro e ficar quietinha até que minha força de vontade me convença de que eu sou capaz.
Eu posso não estar num dia bom e ficar mal-humorada e não querer namorar, mesmo que seja o único dia da semana em que eu posso vê-lo.
E por mim que as larvas dominem minha casa, eu já estou totalmente dolorida de carregar dezenas de livros nas costas durante a semana e não quero acabar de destruir minha coluna esfregando o chão.
Onde é que fica a preocupação com seu bem-estar? Com sua humanindade mesmo?
Estamos tão acostumados a nos deixarmos levar pela correnteza que nem nos importamos mais com o que se passa internamente em nós.
Hoje eu estou tão mal, tão triste. E tenho que ficar aqui, com a boca bem fechada para não incomodar os outros e ainda ralhando com minha mente para que ela se esforce um pouco para eu fazer as atividades do dia.
Pelo menos uma coisa eu posso fazer, escrever o quanto eu quiser. Gostaria de não estar namorando. De ter dispensado-o depois da diversão. Deixado o amor para mais tarde. Queria desligar a parte sentimental de mim e fazer as coisas premeditadas pela sociedade. Acordar, ir a escola...
E agora eu finalizo o post, dou um tchau para a professora e sigo em frente. Só guardando dentro de mim toda essa frustação.
Boa semana! (A irnonia não é facilmente perceptível, mas ela está presente.)

Nenhum comentário:
Postar um comentário