Amor sem sexo? Sexo sem amor?
Inseparáveis ou independentes?
Hoje em dia o mundo passa por uma mudança de conceitos/valores/princípios que nos deixa muito confusos acerca disso tudo. Principalmente nós, adolescentes com personalidade em formação.
Religião, política, pais, amigos, escolas, televisão, internet... Muita informação e pouco conteúdo geralmente. São tantos pontos de vista e opiniões conflitantes que nós acabamos tão perdidos quanto antes que não sabíamos de nada.
Tudo era mais fácil, ou não, no tempo em nossos relacionamentos eram direcionados por nossos pais e pela sociedade em que estávamos inseridos. Namorava-se de mãos dadas no sofá, casava-se e então se perdia a não tão preciosa virgindade. (Isso é o que consta na minha imaginação, já que eu não vivenciei essa época.)
Mas que graça tem né? Vê lá se sua mãe tem os olhos tão felinos quanto os seus para discernir entre todos aqueles pretendentes da balada!
Mas com toda essa independência de escolha, veio também as responsabilidades e dúvidas. A definição de relacionamento e limites está abalada em uma geração que aderiu ao despretensioso 'ficar'.
Mas com toda essa independência de escolha, veio também as responsabilidades e dúvidas. A definição de relacionamento e limites está abalada em uma geração que aderiu ao despretensioso 'ficar'.
Até onde amor e sexo estão interligados? Vou fazer uma reflexão aqui sem levar em conta questões de saúde e religião por exemplo. Analisando apenas o ato sexual e o amor em si.
Para mim, amor se faz todos os dias. Amor é um gesto uma coisa de dentro. E sexo é carne, é físico.
Amor existe sem sexo, sexo existe sem amor.
Você pode ter um, outro, os dois ou nenhum. Você pode escolher complementar um com outro ou simplesmente dissociá-los.
Sexo é o momento de ser animal, primitivo e instintivo. Liberar a mente dos padrões sociais e simplesmente ser o que estiver em seu interior. E o amor é doce, é carinho e afeto.
Eu acredito muito naquela coisa de ser 'dama na rua e puta na cama'. Sexo não é momento de ficar de 'mimimi' e cheio de dedos. É claro que tem os momentos de sexo romântico. Mas não se deve misturar isso com o amor.
Acho que eles funcionam muito melhores se estiverem separados. No sexo é importante buscar satisfação, prazer e libertação. No amor buscamos companhia, complemento e compreensão.
Até porque é muito fácil amar quando se está a segundos do orgasmo, nesse momento ama-se qualquer um e ama-se todo mundo. Na hora dos amassos e do tesão, todo mundo se gosta e blábláblá. É quase uma resposta automática do cérebro para se atingir o que quer: o gozo.
Então não se ofenda se ele/ela estiver a fim de dar uma metida, com bastante sacanagem ou coisa assim. Essas coisas ficam meio 'sujas' misturadas com amor né?
Vamos dar flores, mandar recadinhos, fazer carinho, dizer que ama... Todas essas coisas bonitinhas. Mas só na luz do dia. Entre quatro paredes vamos soltar as feras que estão escondidas dentro de cada um!
Deixe o ele/ela viajar naquelas fantasias malucas, ou dizer coisas picantes, sem ficar ofendida/o por ele/ela não estar sendo gentil ou carinhoso. Vamos guardar esses momentos para os gritos, tapinhas e mordidas.
É como comer mousse de maracujá e sorvete de frutas tropicais. Adoro os dois, mas tenho certeza que gosto muito mais de apreciar cada um separado. Já que cada um deles tem suas peculiaridades.
Amor e sexo é assim. Não devem ser fundidos, mas sim mixados, separados, remexidos. Vamos tentar extrair o máximo de proveito de cada um!
Então, sobre fazer amor e fazer sexo... Não há regras :)

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