1 de fevereiro de 2012

Sobre pessoas que são certas, ou não, para cada um de nós

Deitei para descansar depois de um dia de guerra, com direito a suor e lágrimas e comecei a pensar na vida. Mas ai eu comecei a ficar mais agitada do que antes, então mudei o foco para coisas boas...
Pensei no Matt e nos momentos que passamos juntos, foi dando aquela reviravolta usual no estômago e um sorrisinho safado se abriu espontaneamente no rosto, não perdi tempo e mandei uma mensagem pra ele bem provocativa. Resultado: ele me ligou segundos depois.
Não imaginam vocês o meu terror quando vi o celular piscando. Eu já contei aqui como fico desconfortável falando no telefone sem ter me preparado antes né? Pois é, deu no que deu. Comecei a falar coisas sem sentido e depois minha voz travou, como um interruptor.
Bateu aquele silêncio meio tenso e um ou outro (minha mente dominada de pavor perde o poder de fazer distinções nessas horas) puxou um assunto meio desajeitado.
Pra mim sorte ou falta dela, meu celular descarregou e eu respirei quase roncando de alívio!
Imaginem, eu sou gamada no cara e isso tudo se passa simplesmente por uma conversa no telefone.
O que me leva a refletir, o que faz com que uma ou outra pessoa seja a ideal para você?
Quais defeitos, qualidades, afinidades, semelhanças, diferenças ou seja lá o que rege a lei da atração nos fazem ser a alma gêmea, metade da laranja ou coisa assim para outra pessoa?
Em primeiro lugar, isso de completar um ao outro, encontrar sua cara metade. Besteira em minha opinião. Cada um tem que ter a capacidade de ser feliz sozinho. Para quando se encontrar alguém, vocês sejam dois inteiros e não duas metades. Porque ninguém é igual, então se você é apenas uma metade única, como pretende encontrar seu encaixe perfeito?
O segredo é encontrar alguém que se anexe. Isso ai, incremente, acrescente. 
Cara, qualquer um que me conheça um pouco sabe como eu ando falando asneiras sobre ter deixado meu príncipe partir. Loiro, olhos verdes, alto, corpo atlético, estudioso, trabalhador, mais velho, carro na garagem, louco por mim. E eu terminei com ele. Acredite se quiser. (Não vem ao caso que as vezes eu soco minha cabeça na parede por punição por ter feito essa burrice)
A lição de moral dessa história é que os esteriótipos sociais são um péssimo parâmetro para decidir se alguém é o Seu alguém ou não. O cara pode simplesmente ter tudo e não ser nada.
Meus relacionamentos mais longos duraram 2 meses e meio. E os dois, fossem como fossem tinham algo espetacular. Com o primeiro rolava uma química que era uma loucura e eu confiava no segundo como um amigo de verdade. Química e confiança, são duas bases fortes para manter alguém por perto. 
Mas eu descobri de maneira dolorida em ambas as situações que estão longes de ser suficientes. 
A pessoa pode ser a/o nora/genro que seus pais pediram a Deus, pode ser o/a homem/mulher que todos os seus amigos desejavam e pode ser também seu/sua príncipe/princesa de contos de fadas. E ainda assim, pode não ser quem vai te fazer realmente feliz.
Depois de toda essa enrolação, o que eu venho tentando dizer é que não dá pra padronizar e modelar a pessoa perfeita. É algo que simplesmente se sente. É mais que química, tesão, paixão, carinho, afeto, safadeza, amizade, ternura...
Seu coração, sua alma, sua mente, tudo funciona junto e desordenadamente. E nada importa... Se é alto, bonito, gordo ou inapropriado. Não existe espaço pra pensar nessas coisas, você só quer ficar perto, abraçado, grudado, fundido com esse alguém! Você só tem uma necessidade que vem sabe-se lá de onde de estar presente na vida dessa pessoa, algo visceral que torna tudo ao redor pequeno e insignificante, algo que simplesmente diz que o essencial é invisível aos olhos...

Um comentário:

Waleska Soares disse...

Uau! Disse tudo Dani! Adorei o post, totalmente verdadeiro. XD